Moda: Soft grunge - parte 2




Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

E finalmente, fica pronta a segunda parte \o/

Na primeira parte do post sobre o soft grunge, falei um pouco sobre o surgimento da tendência, as características, influências musicais e desenhos. Nessa segunda e última parte vou falar sobre algumas referências no LookBook, imagens (wallpapers e backgrounds), um pouco sobre os garotos e algumas críticas recebidas.

Eu sigo algumas blogueiras do Lookbook em suas páginas no Facebook, e não é difícil achar fotos delas em páginas com temática "grunge", pale ou soft grunge.

Entre as mais conhecidas estão a Violet E., Luanna Perez e a Olivia Emily:


Violet E. (San Marino)

De todas acho a estética da Violet a que mais se assemelha à tendência, não só por conta das peças (muita renda preta e jeans de cintura alta) mas principalmente pela ambientação das fotografias. Mas algumas das composições dela também se encaixam na tendência nu goth. Uma coisa que me chama atenção é o jeito peculiar de ela usar o batom ^^







Luanna Perez, do blog Le Happy (EUA)

A minha preferida aqui é a Luanna, do blog Le Happy. Ela tem o grunge como um de seus estilos favoritos, além do gótico e vintage, e diz gostar de observar os idosos nas ruas, como inspiração para compor os looks. Acho muito legal como ela consegue usar peças alternativas de um jeito chic e único. E o cabelo dela é lindo também *-*







Olivia Harrison (ou Olivia Emily) (Inglaterra)

Pelo que me lembro, a Olivia foi a última das três que conheci, mas gosto bastante dos looks dela. No caso dela, há menos soft grunge e mais withcy/dark. Quase todas as peças são pretas, muitas delas são tecidos finos e esvoaçantes. Ela também usa muito chapéu e plataformas, e os acessórios também são bonitos.






Além delas, existem outras que conheci há menos tempo e que são um ótimo exemplo em visuais soft grunge:

Tess Lively (Malásia)






Polly Alba (Alemanha)







Claudia, do blog Hollynights (Portugal)







Vu Thien, do blog Bloody Roses, a última que conheci (Vietnã)







Imagens

Existem algumas características que classificam uma imagem como sendo soft grunge, ou não. Comumente encontramos fotos com "ruído" e baixa saturação, de cenas abstratas, urbanas, flores e paisagens naturais como praias e céu nublado. Os tons podem ser rosados, azulados, cinzentos ou quaisquer outros, desde que com aspecto "pálido" ou old. Também é comum encontrar frases poéticas, sarcásticas ou melancólicas.

Aqui eu separei backgrounds sem frases:















E os garotos?

O soft grunge não é uma tendência exclusivamente feminina. Em páginas "pale" ou "grunge" vemos inúmeras fotos de meninos também. Aqui tem alguns usuários do LookBook que utilizam a estética:



Tristian N. (EUA)





Paul Jeremy (Polônia)




Max Westin (Suécia)





Joshua Maxwell (Austrália)




Atte Kilpinen (Finlândia)




Mikko Puttonen (Reino Unido)

*Percebe essa camisa do Batman.....*





Críticas:

O soft grunge também é alvo de críticas por parte de alguns, seja pelo fato de a ligação com o grunge dos anos 1990 não passar de um jeans e uma camisa de flanela xadrez, seja pela exploração (talvez exaustiva) de temas negativos.

Nessa matéria (em inglês), o site já apresenta a crítica no título, "Doença Mental não é Estilo", e o texto é bem direto quanto isso, chamando a tendência de "produto desagradável" do Tumblr e defendendo a ideia de que os jovens adotaram a mentalidade "sad chic" (tradução livre: tristeza chique, cool) para mostrar sua alienação. também explica que "glorificar" essa mentalidade só serve para marginalizar quem realmente sofre de problemas emocionais.

Esse outro post (em espanhol) menciona brevemente o efeito negativo que essa valorização de temas "ruins" pode ter, e mostra como exemplo uma imagem abstrata com a frase em inglês "Desapontada com meu corpo gordo".


O Urban Dictionary (em inglês) define a expressão soft grunge de um jeito bem sarcástico, dando a entender que a tendência não passa de uma moda hipster seguida por adolescentes do Tumblr que mal sabem o que foi a subcultura grunge da década de 1990, e mostra um diálogo em que um adepto da trend deixar escapar que nunca ouviu falar do Soundgarden.


E pra encerrar, minha visão pessoal:

Eu não odeio a trend, na verdade eu gosto bastante dela e já usei em produções por aí. E sim, eu curto o som grunge e admiro a subcultura de 20 anos atrás, e muito embora o soft tenha pouco ou nada a ver com o movimento musical, não vejo problema algum em aproveitar os looks, Seguir ou não uma tendência é questão de gosto.

Talvez uma das coisas que mais tenham chamado atenção para o soft seja a facilidade de montar os looks, e mesmo de encontrar as peças. Jeans rasgados, saia de cintura alta e camisa xadrez são coisas que vc encontra em qualquer loja de departamento. Se vc quer uma produção diferente, com ar alternativo, mas não quer ter o trabalho de montar algo muito elaborado, o soft grunge é uma mão na roda. E nisso fica aberta a questão: é a isso que tem de se resumir a moda alternativa hoje? Um revival puramente estético, que nada tenha que ver com a música que inspirou o movimento original? E a questão da facilidade de acesso, a praticidade em se produzir, isso não torna as pessoas de uma certa maneira "iguais", e não é diferente do que se costuma ter por "alternativo"?

Já nas páginas do Facebook e nas fotos em outras redes taggeadas como grunge, não é difícil vc perceber que o estilo dos anos 1990 e a trend soft não são muito distinguidos pelas pessoas que compartilham esse conteúdo. Seria isso reflexo da falta de informação, colocar a subcultura e a tendência como sendo praticamente a mesma coisa?

E essa coisa das mensagens de teor negativo que a gente vê em imagens soft? É uma coisa que eu não gosto na trend (vou ser sincera quanto isso). Porque quem conhece o grunge  sabe que a exploração de temas tristes ou negativos era comum naquele tipo de música, mas será que isso devia abrir espaço para a "glamourização" da negatividade, que é uma coisa totalmente diferente de externar esse tipo de sentimento? Eu não acredito nisso.

Por último, uma outra questão de aparência, só que mais séria que a questão das roupas: já perceberam que a grande maioria das pessoas que servem de referência no soft , sejam meninos ou meninas, têm um físico "padrão"? Quase todas as garotas são altas e magras e têm cabelos lisos ou ondulados, e no caso dos garotos, a maioria é esguia e tem uma aparência "delicada". Se vc procurar imagens de gente usando a trend, vai ver como é difícil (quase impossível) achar gente fora desse padrão: gente gordinha, negra, mestiça, de cabelos enrolados... Eu mesma vi pouquíssimas pessoas de cor como exemplo. Isso abre mais uma questão importante: mesmo inspirada num movimento alternativo, essa trend não parece ser para todos, porque enquanto no meio alternativo vc encontra pessoas de todos os tipos, no soft é bem mais comum ver gente com aparência "mainstream", de aspecto "bonito" e "aceitável". E não, isso não contradiz o que eu falei lá em cima: acompanhar uma tendência é questão de gosto, escolha, sim, mas por que a gente não vê diversidade nessa tendência em especial?

Enfim, são muitas questões em aberto para um post só, e algumas só o tempo e o desenvolvimento da tendência vão trazer as respostas.


Um beijo e até o próximo post! =)



Image Map

Comentários

Leram essa semana