Random + Favoritos atrasados


Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

Quem foi que quase abandonou o Twitter e só voltou pra lá agora? E quem é que esqueceu que fevereiro passa mais rápido que o normal e ainda não liberou os favoritos mensais que não entraram pro Digital Trash de janeiro? E quem é que tá agora mesmo ouvindo Nightwish no aleatório imaginando o que escrever dessa vez num post de sexta feira chá da tarde cheio de coisa nonsense só pra não deixar o blog parado e encerrar de vez as pendências na pasta de favoritos do navegador? Isso mesmo.

Antes de tudo (ah, eu odeio dizer/escrever isso, mas esse assassino silencioso tá aparecendo mais do que eu gostaria nos meus posts), eu tenho uma pequena confissão a fazer.

No começo dessa semana eu tava tendo uma daquelas conversas ~profundas sobre os mistérios da vida com a amiga e companion Vivian e de alguma forma a gente chegou no assunto depressão/ansiedade/outros problemas emocionais. Eu disse a ela como vejo a ação da depressão na mente e no corpo (como um tipo de ferrugem) e sem que eu esperasse ela me pergunta: como vc se sente?

- Bem, eu não posso dizer se tenho ou não depressão, pois nunca fui diagnosticada.

- É, mas a maioria das pessoas que sofrem de depressão nunca foram diagnosticadas.

Eu não tenho certeza da cara que fiz quando ouvi isso assim, à queima-roupa mas deve ter sido algo parecido com um final dramático black and white Av Brasil. É claro que sabia daquilo, só que ouvir isso ser dito em relação a vc é outra coisa.

Gente, não vou chegar aqui e dizer pra vcs "Ah, então, eu tenho depressão" ou algum outro problema sem nunca ter ido investigar, pq isso seria desonestidade e falta de respeito, especialmente com quem passa por aqui e tem alguma doença do tipo. Só que isso me fez pensar com mais seriedade nos períodos cinzentos da minha vida. É, eu tenho uns períodos de desânimo e inatividade que chamo assim. Esses períodos podem durar um dia ou uma semana inteira, e eu digo que são cinzentos pq não tem melhor jeito de descrever. É quando eu me sinto saturada e intoxicada com toda a informação que recebo e vejo a minha produtividade ir pro fundo do poço, tanto na internet quanto fora dela. Eu não consigo ler, não consigo compor, desenhar, blogar, traduzir nem cuidar das tarefas domésticas. Dependendo do dia, não consigo nem pensar direito, ou nem quero fazer isso. É quando começa aquele ciclo em que vc se pergunta o que conseguiu fazer durante a semana > acha que não fez o bastante > se pergunta se valeria a pena ter feito.

Outra coisa que tem me incomodado é uma sensação muito estranha de despersonalização. What? Às vezes eu paro pra pensar em tudo o que eu faço ou já fiz, naquilo que eu sei fazer, nas coisas que eu digo e na opinião que algumas pessoas tem de mim (pessoas cuja opinião vale a pena considerar, que fique claro) e chego à conclusão de que eu não sou exatamente aquilo que essas coisas mostram. Que eu não sou bem a pessoa que os meus amigos imaginam que eu seja. Sabe, eu detesto mentira, e por isso fico muito aborrecida com essa sensação de estar enganando todo mundo, pq eu não sou e nunca fui uma pessoa excepcional em nada do que faço ou digo. Eu só digo o óbvio e o que eu supostamente faço bem eu faço como se fosse um truque barato, nada que mereça muita comoção. É aquela música, my reflection, dirty mirror, there's no connection to myself.

Mas a vida segue e eu não quero escrever um post inteiro só sobre dor e sofrimento.

Umas coisas boas que rolaram essa semana:

+ Tive a sorte de encontrar dois esmaltes de cores que queria, um inclusive num tom verde azulado que era o mais próximo da cor que estive procurando, literalmente, há uma década. O outro eu não precisei procurar por tanto tempo, mas é aquela coisa, quando vc encontra uma vez e não compra, corre o risco de não achar quando passa na loja uma semana depois.

+ Uma das descobertas musicais mais fofas que fiz nos últimos dias foi de uma banda chamada Communión (não fazer confusão com o grupo gospel de mesmo nome: a diferença é que nesse não há o acento agudo). Achei o disco Soltando Fantasmas por acaso quando tava procurando algo nada a ver, e me arrependo muito de ter ficado enrolando pra escutar. Pra quem como eu nunca ouviu falar neles antes, eles são uma dupla de língua espanhola que fazem um som indie muito agradável e com letras encantadoras de tão sensíveis. Nunca fui uma grande fã de canto espanhol, mas o Communión me fez vencer parte dessa barreira. Ouve aqui a faixa título.

+ E enfim procurei a série Orgulho e Preconceito, aquela lá de 1996, e também me pergunto pq a demora em começar a ver. Ainda não sou capaz de opinar sobre quem é o meu Darcy preferido (o de 1996 ou de 2005), mas quem sabe daqui a algum tempo eu tome meu lado nessa polêmica. Ou quem sabe não tome lado nenhum pq eu sou dessas.

E aqui embaixo os favoritos de janeiro pra não dizer que não teve:

Gothic Station é um site brasileiro dedicado à subcultura gótica, mas agora o idealizador quer lançar a primeira revista gótica BR. Saiba como contribuir.

Esses casos de falha na matrix te deixarão um tanto incomodado. Ou então vão te deixar inspirado pra escrever alguma coisa em terror ou scifi.


Esse desabafo sobre a blogosfera feito no Memorialices

Esse DIY de quadrinhos de papelão simples e barato (menos de $5)


Eu já falei da banda Dorothy aqui, e esse é o post pelo qual a conheci

Esses wallpapers nerds que o Chocowhovian separou!


E aqui estão os favoritos de janeiro! Uma listinha muito pequena, pq é tudo o que restou do DT, mas esse links são igualmente interessantes! Ainda tinha algumas coisas bacanas que salvei no Facebook, mas quem sabe outro dia não faço uma lista só com esses, hein?

Um beijo e até o próximo post! =)



Fonte da imagem: We Heart It

Comentários

  1. Vamos por partes.

    O que falamos pra gente é óbvio, por que já sabemos disso, vem dá nossa cabeça depois de alguma reflexão. Mas outra pessoa pode nunca ter pensado naquilo, ou pensou e não chegou na mesma conclusão.
    A gente tbm é sempre muito mais crítico conosco do que com os outros. Te garanto que se tu e mais alguém fizer a mesma coisa, um desenho por exemplo, e ficar igual, tu vai achar o do outro melhor.
    Quero saber quais esmaltes são esses ;)
    Não li nem vi nada de orgulho e preconceito hahahahaha me julgue!
    E olha eu aqui outra vez!!!! 😍

    Quando for pro PC olho os outros LINKS!

    Beijos

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    1. Ah, Nana, isso é verdade! É que é o tipo de assunto que é mais natural a gente abordar com um psicólogo do que com os amigos, sabe? É complicado vc chegar pra uma pessoa (especialmente se vc aconhece há anos) e dizer algo do tipo "Ah, então, eu acho que vc se equivocou ao meu respeito nisso ou naquilo", enfim... É uma conversa que a gente precisa se preparar muito bem pra ter. Eu sempre fui muito exigente comigo mesma, talvez tanto ou até mais do que sou com os outros, e nunca achei que fizesse nada extraordinário, por isso se outra pessoa e chega e diz que tá bom, eu meio que falo amém e deixo quieto hahaha
      Mana, tu não sabe o que tá perdendo, pq Orgulho e Preconceito é tãããão........... hahahahaha
      Ah, os esmaltes são da Impala, o verde azulado é o azul pavão da coleção de Disco, e o rosa é "ninguém sabe" da coleção Meus Segredos ^^ O primeiro é brilhante e o segundo é fosco
      Um beijo!

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  2. Eu nunca tentei descobrir se tenho ou não tendências depressivas. Sei que tenho ansiedade e, quase certeza, transtorno obsessivo compulsivo, o que é uma porcaria em vários momentos. Mas, como você, eu tenho esses dias ruins, quando eu me sinto bem insatisfeita, triste... chamo eles de "dias vermelhos". Eu tento sempre não chegar ao ponto de me sentir tão triste que parece que vou sufocar.

    Ok, mas agora sobre o post, muito obrigada por ter incluído o meu post-desabafo aí no meio hehe <3

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    1. Eu também não, mas fico naquela será que vale a pena? > ah, deixa pra depois > acho que devia procurar saber e aí o ciclo se repete....... Não tenho TOC, só que só de ler sobre os sintomas dá uma certa agonia, ficar imaginando como é lidar com esse transtorno 24H. Acho que só chamaria os dias ruins de vermelhos se eles fossem repletos de sensações violentas ou desesperadoras, mas digo cinzentas pq parecem dias de inatividade, como se a única coisa que eu fosse capaz de fazer durante esses períodos fosse continuar respirando. Quando tô neles, fico mentalizando "Amanhã é outro dia, amanhã é outro dia", e muitas vezes funciona.
      Ah, não precisa agradecer, pq aquele post é excelente ^^
      Um beijo!

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